domingo, 9 de dezembro de 2012

Pessoas que vêm, pessoas que vão


Bom tempo que não escrevo, mas não por falta de assunto, dentro da minha cabeça existem milhões de coisas que gostaria de falar, mas talvez a dificuldade esteja em não saber como abordá-los em palavras. Chego a pensar que é um dom isso de falar das coisas, porque muitas coisas na vida não podem ser descritas, são sentidas.

Engraçado esse ano ter passado tão rápido, parece que foi ontem o meu último 31 de Dezembro: Na praia, bebendo champagne e totalmente ensopado pela chuva. Naquele dia, eu prometi a mim mesmo que aquela chuva limparia tudo de ruim pelo qual eu tinha passado em 2011. Aliás, entendam “tudo de ruim” como “um primeiro amor que não deu tão certo”.

Acredito que não aproveitei 2012 como deveria. Acho que coloquei empecilhos demais na minha cabeça sobre coisas, pessoas e talvez sobre mim mesmo. E sustentar isso sempre atrasa nosso presente.

Tanto que agora que estamos no final do ano, eu entendi uma coisa importante: Pessoas precisam sair de nossas vidas no momento em que percebemos que elas não nos fazem tão bem quanto já fizeram um dia. E não é porque eu sou um cara extremista, simplesmente são coisas da vida.


Uma coisa um pouco dolorosa disso é que nem sempre as pessoas que saem de nossas vidas são pessoas que desgostamos. Pelo contrário, a maioria dessas pessoas já nos fez muito bem em um determinado período, mas por um motivo ou outro, ou por todos os motivos, elas precisam ir embora e seguir seus rumos enquanto seguimos o nosso.

Mas em compensação, ao mesmo tempo em que pessoas vão, outras vêm. Novas pessoas, novas histórias, novas risadas e amizade e momentos. Isso tudo me faz pensar que as coisas que acontecem em nossa vida não são aleatórias, elas sempre rumam para um certo equilíbrio: quando perdemos algo de um lado, do outro lado algo é reposto. E é assim que eu quero acreditar que são as coisas.

"Eu irei começar de novo"