E foi assim que novamente ando me questionando sobre as
pessoas. Uma atividade rotineira que venho fazendo, pois felizmente ou não,
tenho essa mania de analisar comportamentos. Aí me peguei na questão do
rótulo... Por que será que nós rotulamos tudo? Será que é mais fácil viver com
tudo categorizado? Sei lá, eu queria ter um estilo de vida sem que isso fosse
preciso. Afinal, coisas que sentimos não deveriam ser traduzidas em palavras.
Acho que o que se passa na nossa cabeça é complicado demais para ser
interpretado.
Eu falo isso, mas querendo ou não, é inevitável essa coisa
de criar nomes. Talvez no subconsciente tudo já esteja lá: todos os nomes das
coisas que queríamos que acontecessem e não aconteceram, ou aconteceram e
queríamos que não acontecessem. Nomes,
nomes, nomes, para quê tudo isso?
Expectativa, por exemplo, é uma palavra forte, e não deveria
existir. A expectativa é criada involuntariamente, e por isso é perigosa, pois
sempre rola aquela negação dela estar presente, e você só percebe que ela esteve
lá o tempo todo quando coisas que você não gostaria de sentir vêm à tona.
Falando em expectativas, algo que acho menos coerente que os
rótulos é essa coisa dos caminhos que cruzamos com outras pessoas. Parece que é
tudo premeditado: Pessoas tão confusas quanto você aparecerem – ou reaparecem –
para deixar tudo ainda mais confuso. Sempre! Já estou ficando até com sono só
de entrar nesse assunto.
Frustrações fazem parte da vida, mas não faz mal, de qualquer maneira. Claro que
quando são muitas, enche um pouco o saco. Mas prefiro acreditar que uma hora essa
bagunça toda mude, e é isso!
