Bom tempo que não escrevo, mas não por falta de assunto,
dentro da minha cabeça existem milhões de coisas que gostaria de falar, mas
talvez a dificuldade esteja em não saber como abordá-los em palavras. Chego a
pensar que é um dom isso de falar das coisas, porque muitas coisas na vida não
podem ser descritas, são sentidas.
Engraçado esse ano ter passado tão rápido, parece que foi
ontem o meu último 31 de Dezembro: Na praia, bebendo champagne e totalmente
ensopado pela chuva. Naquele dia, eu prometi a mim mesmo que aquela chuva
limparia tudo de ruim pelo qual eu tinha passado em 2011. Aliás, entendam “tudo
de ruim” como “um primeiro amor que não deu tão certo”.
Acredito que não aproveitei 2012 como deveria. Acho que
coloquei empecilhos demais na minha cabeça sobre coisas, pessoas e talvez sobre
mim mesmo. E sustentar isso sempre atrasa nosso presente.
Tanto que agora que estamos no final do ano, eu entendi uma
coisa importante: Pessoas precisam sair de nossas vidas no momento em que
percebemos que elas não nos fazem tão bem quanto já fizeram um dia. E não é
porque eu sou um cara extremista, simplesmente são coisas da vida.
Uma coisa um pouco dolorosa disso é que nem sempre as
pessoas que saem de nossas vidas são pessoas que desgostamos. Pelo contrário, a
maioria dessas pessoas já nos fez muito bem em um determinado período, mas por
um motivo ou outro, ou por todos os motivos, elas precisam ir embora e seguir
seus rumos enquanto seguimos o nosso.
Mas em compensação, ao mesmo tempo em que pessoas vão,
outras vêm. Novas pessoas, novas histórias, novas risadas e amizade e momentos.
Isso tudo me faz pensar que as coisas que acontecem em nossa vida não são
aleatórias, elas sempre rumam para um certo equilíbrio: quando perdemos algo de
um lado, do outro lado algo é reposto. E é assim que eu quero acreditar que são
as coisas.
"Eu irei começar de novo"

Em alguns momentos fica difícil acreditar, mas aquela frase que nossas avós diziam é a pura verdade: "Isso também passará."
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